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Inauguração do Centro
de Artes de Sines
O
primeiro-ministro, José Sócrates,
esteve presente na inauguração do CAS e da exposição "Os Olhos
Azuis do Mar", de Graça Morais.
Centro de Artes de
Sines | 26 de Novembro de 2006
O
PRIMEIRO-ministro José Sócrates e o presidente da Câmara
Municipal de Sines, Manuel Coelho, inauguraram o Centro de
Artes de Sines, no dia 26 de Novembro. Numa cerimónia em que
também esteve presente o secretário de Estado da Cultura,
Mário Vieira de Carvalho, o primeiro-ministro disse que a obra
sineense “marca uma época”.
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Primeiro-ministro José Sócrates, Manuel Coelho,
presidente da CMS, e a pintora Graça Morais. |
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“Ao ter decidido construir este equipamento, Sines coloca-se
no roteiro cultural do país e oferece, não apenas aos cidadãos
de Sines, mas a todo o país, um espaço onde se pode apresentar
cultura nas suas diferentes manifestações. Este espaço é
também um espaço nacional, ao serviço de todos os
portugueses”, afirmou José Sócrates.
“O país agradece que Sines tivesse decidido oferecer-lhe
também uma jóia arquitectónica, um espaço cultural desta
importância para o conjunto dos espaços culturais de
Portugal”, acrescentou, destacando a “visão” da autarquia, por
ter atribuído “prioridade” a um equipamento cultural, que
considera uma factor de atracção de investimento e de
competitividade para a cidade.
Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines,
mostrou-se orgulhoso com a abertura de um equipamento que
classificou de “catedral para a educação, a cultura, o
conhecimento e as artes”, uma obra cujo valor não se cinge às
suas funções, mas se estende também à sua qualidade de “obra
de arte” e de pólo dinamizador da zona histórica.
O autarca afirmou-se empenhado em fazer do Centro de Artes “um
fórum democrático” para toda a população, em que se procurará
“criar hábitos e públicos nas várias áreas da cultura e do
saber, do conhecimento e das artes” e manterá uma ligação
privilegiada às escolas e às colectividades.
Manuel Coelho manifestou “apreço aos comerciantes e moradores
da áreas adjacentes “pelos sacrifícios que fizeram” e a
“esperança de que venham a colher dos benefícios da realização
desta obra”.
Ao primeiro-ministro e ao secretário de Estado da Cultura, o
presidente da Câmara recordou o compromisso do governo
anterior para o apoio financeiro à obra do Centro de Artes e a
necessidade da concessão dos “apoios adequados para a
concretização de projectos necessários ao desenvolvimento
cultural de Sines.”
Mais de 1000 pessoas na inauguração
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| Bernardo
Sassetti inaugurou o Auditório do Centro de Artes. |
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A
nível artístico, a inauguração oficial do Centro de Artes
fez-se com a exposição “Os Olhos Azuis do Mar”, de Graça
Morais, no Centro de Exposições, e o concerto do Bernardo
Sassetti Trio2, no Auditório.
Mais de 1000 pessoas viram dia 26 o resultado da residência
artística que Graça Morais, uma das mais prestigiadas pintoras
portuguesas contemporâneas, realizou em Sines no Verão de
2005, com o objectivo de abrir o Centro de Artes.
Pintando na Alcáçova do Castelo, Graça Morais abordou a vida
de Sines, sentindo-se especialmente tocada pelo mundo da pesca
e dos pescadores, mas integrando também na sua pintura motivos
como Vasco da Gama, os Descobrimentos, a Lenda de São Torpes
ou a Festa de Nossa Senhora das Salas.
Composta por 20 peças (com destaque para quatro telas de
grandes dimensões, uma vela de barco pintada e sete desenhos
de cabeças masculinas), repartida pelas sala grande e pelos
espaços do foyer inferior, a exposição “Os Olhos Azuis do Mar”
está patente no Centro de Exposições até 3 de Abril de 2006,
podendo ser visitada, todos os dias, das 14h00 às 20h00
(entrada gratuita).
A exposição foi visitada na tarde de dia 26 de Novembro pelo
candidato presidencial Mário Soares, que se confessou
“maravilhado” com o Centro e classificou de “verdadeiras
obras-primas” algumas obras da exposição de Graça Morais.
A inauguração do Auditório fez-se, numa sala cheia, pelo
Bernardo Sassetti Trio2, uma formação em que o pianista se
juntou a Alexandre Frazão (bateria), Carlos Barretto
(contrabaixo), Mário Teixeira (vibrafone) e Daniela Gonçalves
(contrabaixo), para interpretar “Ascent”, o seu mais recente
trabalho, disco sobre a sua experiência na composição de
música para cinema.
Desenhado pelo Atelier Aires Mateus, o Centro de Artes de
Sines é uma obra da Câmara Municipal de Sines, no valor
aproximado de 8,2 milhões de euros, que enriquece o concelho
com quatro serviços fundamentais: Biblioteca, Centro de
Exposições, Auditório, já a funcionar, e Arquivo Municipal,
com as obras já concluídas e aguardando a entrada em
funcionamento.
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