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Projecto Arquitectónico
O
centro é o produto da vontade do município e da imaginação do
Atelier Aires Mateus.
O
Centro de Artes de Sines é um projecto do Atelier Aires Mateus
& Associados que tomou como ideia estruturante a criação de um
edifício de excepção que agregasse várias funções, servisse
todas as camadas da população e funcionasse ao mesmo tempo
como parte da cidade e porta do centro histórico.
Localização: entre a cidade nova e a cidade antiga
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Porta.
Cortado pela Rua Cândido dos Reis, o Centro de Artes
situa-se na transição entre a cidade moderna e a
cidade antiga. |
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Central.
A localização do Centro de Artes foi escolhida tendo
como requisito a centralidade, para o seu usufruto por
todas as gerações. |
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O Centro de Artes localiza-se
no espaço anteriormente ocupado pelo Cine-teatro Vasco da Gama
e pelo Teatro do Mar, entre outras estruturas. É um lugar
central, de grande acessibilidade e cruzamento entre todos os
estratos da população local e visitante. Coincide também com o
início do caminho medieval que abre a cidade à baía (Rua
Cândido dos Reis) e a via de delimitação entre a cidade
histórica e a cidade moderna (Rua Marquês de Pombal). Essa
circunstância foi integrada pela Câmara Municipal e pelo
Atelier Aires Mateus & Associados no programa do equipamento,
acrescentando-lhe o papel de dinamizador e modelo de qualidade
para o centro histórico.
Arquitectura: robustez e transparência
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Monumental.
Os fóruns culturais são os novos monumentos das
cidades. O Centro de Artes tem essa dimensão. |
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Referências.
À escala do centro histórico, o Centro de Artes busca
referências no seu coração, o Castelo. |
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Ocupando com construção toda a área disponível do lote, a
arquitectura do edifício assume uma dimensão monumental (os
novos monumentos das cidades são os seus centros culturais). A
escala escolhida é a do centro histórico e o jogo de
transparências e opacidades sugere a combinação de aberturas e
seteiras das muralhas do Castelo. Na Rua Marquês de Pombal, o
edifício apresenta-se como uma fachada de pedra (lioz) muito
robusta, mas ao iniciar-se o percurso pela Rua Cândido dos
Reis, o volume ilumina-se pelas fachadas envidraçadas. Com
estas fachadas garante-se a permeabilidade entre as
actividades culturais do interior e a vida quotidiana do
exterior. No interior, a luz natural reflecte-se no mármore
branco liso dos tectos e paredes, envolvendo o utente num
mundo de espacialidade pura.
Serviços: vantagens da integração
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Variedade. A variedade de
serviços e valências do Centro de Artes potencia a sua
utilização e cruzamento entre utilizadores. |
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Versatilidade. O foyer
inferior do Centro de Artes é também um amplo espaço
para albergar exposições. |
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A integração da biblioteca, auditório, centro de exposições e
arquivo municipal num único edifício apresenta várias
vantagens. A vantagem económica prende-se com a possibilidade
dos espaços poderem ser utilizados para várias funções (o
auditório pode, por exemplo, apoiar lançamentos de livros
organizados pela biblioteca ou conferências de artistas que
expõem no centro de exposições). A concentração também
simplifica a exploração, optimizando os recursos e o trabalho
dos funcionários. A terceira vantagem é o facto de tornar o
edifício mais vivido, porque junta um maior número de pessoas,
de interesses e gerações diferentes, e reforça o uso de umas
actividades pela utilização das outras (é fácil para quem vai
à biblioteca aproveitar para ver o que está patente no centro
de exposições, por exemplo).
Projectistas premiados
O Centro de Artes foi concebido pelo Atelier Aires Mateus &
Associados.
Entre as distinções dos seus arquitectos destaca-se o Prémio
Valmor, o mais prestigiado da arquitectura portuguesa,
conquistado em 2002 por Francisco e Manuel Mateus com o
edifício da reitoria da Universidade Nova de Lisboa.
Tendo o Centro de Artes como uma das principais motivações, os
arquitectos receberam em 2006 o
Prémio AICA /
MC (Associação Internacional de Críticos de Artes / Ministério
da Cultura).
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